“Eu sou uma pintora mais do que uma artista”


“Acabei por ir para um atelier que não era branco, o branco angustia-me” (cit. A.J.)

Na manhã de visita à casa | atelier de Ana Jotta fomos recebidos pela artista no seu apartamento, que funciona quase como um recipiente de coisas e sua memória. Um espaço de habitar e de trabalhar cuja contaminação visual é ao mesmo tempo muito acolhedora.

“a pintura ou a arte é vernacular” (cit. A.J.)

A conversa com a artista realizou-se paralelamente à deambulação pelos 3 pisos que compõem o seu apartamento em Lisboa, transmitindo a ligação forte entre a sua própria obra e a memória.
Ana Jotta acumula pequenos objectos, desde uma lâmpada fundida à chaleira encontrada numa feira de velharias, cartões e fotografias antigos, postais usados, carimbados, pequenos bric-à-brac que fascinam a artista e são objectos que ela guarda e estima como tesouros. A verdade é que é a partir destes objectos que surgem as ideias para as suas obras – são as “notas de rodapé” que ela já expôs na exposição individual Ana Jotta no espaço Chiado 8 (2008, curadoria Ricardo Nicolau), e mais recentemente na “A Conclusão da Precedente” para a Culturgest (2014, curadoria Miguel Wandschneider).

  • Data: Setembro 2012
  • Local: Lisboa
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